domingo, 26 de junho de 2011

Quebrando o silêncio

Só quero te contar
Tudo que você quer saber.
Já que você não insiste
Por agora conhecer
Minha vida
É um grande palco
E eu, um mascarado.
De bobo só tem a cara”
Mas minhas mentiras
Não passam de puras verdades
Vivida em uma página rara
As ruas são testemunhas do eu desconhecido.
Bem como as calçadas
Que sentem a mudança da passada
E as escadas
Sempre a sustentar meus passos
Ao avistar a porta tão adorada
Já passam das dez
E a rua não é mais habitada
A lua minguando no céu
Corpos inertes
TV ligada
Carros lá fora...
TV ligada
Pessoas indo embora
TV ligada
Acaba logo com minha impaciência
Morde logo esse lábio e sacia essa alma esfaimada
A noite não é eterna
Mas eu queria eternizá-la
Meus lábios não falam, mas o meu corpo fala.

Garota de Barbacena

Olha que coisa mais linda
Vem tomando cachaça
É ela, a Betinha!!!
Que vem , que passa,
Num doce balanço
A caminho do bar

Moça do corpo delgado
Natural de Barbacena
O seu rebolado
É bem mais que um poema
É a coisa mais tchub
Que eu já vi passar !!!


(*) Paródia da música "Garota de Ipanema"

Frenético...

          Era madrugada e eu sabia que não te veria hoje. Bastou a vontade de sair aflorar que tomei um banho e saí pra rua. Um convite mudaria minha noite. Seria lá no alto pertinho das estrelas que corpos mergulhados em puro êxtase se largavam ao som da batida que se propagava na atmosfera. Uma vodka e meia lata de cerveja.                Bebi e me senti anestesiado. A injeção que tomava conta de todos agora era injetada em minhas veias.
         A cabeça gira e, segurando a latinha de guaraná Antartica, o corpo já não me pertence mais. O som domina cada impulso e o coração confunde suas batidas com as pulsações oriundas das caixas. Rostos passam diante de meus olhos, todos irreconhecíveis.As luzes alucinam-me ainda mais. Homens e mulheres unidos na mesma sintonia.;
            Os problemas já não existem. A noite deveria ser eterna, mas os raios dos sol devolve todos os nossos demônios.

sábado, 25 de junho de 2011

O UNIVERSO, AO ME CONCEBER
RESPIROU FUNDO
E
JOGOU A MOEDA DA SORTE
CARA OU COROA?
CARA OU COROA?
CARA OU COROA?
CONFLITANTES
FIQUEI NO MEIO TERMO
A MOEDA CAIU EM PÉ.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carência

Não preciso nem dizer
De tão feliz eu me sinto ao teu lado
A me esperar com um sorrisinho
Morrendo de frio em meio à praça
Olhos tão claros e inocentes
Mãozinhas pequenas e delicadas
Risinho suave que me envenena
Verdadeira boneca
Queria tanto cuidar de ti...
Mas parece que sou eu quem precisa de mais cuidados.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viver a vida é o que mais quero

Viver a vida é o que mais quero
Quero viver um grande amor
Mesmo que por pouco tempo
Sair contigo
E andar pelas ruas
Abraçados
Juntinhos
Corpos colados.
Acordar ao teu lado e sentir teu abraço
Te levar comigo por este mundo afora
Banho de cachoeira
Cinema na sexta-feira
Um pouco de vinho em cada taça
Quero deitar contigo na grama
Ouvir você dizer que me ama
Ser só teu neste fim de semana.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Surpresas

Foi uma surpresa ter te encontrado
Outra surpresa tu ter me perguntado
Mais uma surpresa, a gente ter conversado
Surpresa pra ti, eu ter te ligado
Surpresa pra mim, ao ter te vasculhado
Tu ficaste surpreso, foi por acaso?
Eu digo que não, foi tudo premeditado
Preciso só confirmar, e já tá confirmado
Surpreso? eu fugi antes de ser atacado
Surpresa pra  mim, tu ter viajado
Onde tu estás, que não deixa recado.
Silêncio total, dois corpos deitados.
Aparelho de TV que reclama será desligado.
Pego de surpresa, mas o rádio é quem grita.
Aqui, quarto escuro: lá fora, céu apagado.

Entre esquinas...

Tenho certas manias de andar pelas ruas
E lá do alto contemplar as luzes da cidade
Só o vento me acompanha nesta aventura
Momentos independentes, manias da idade?


Cada praça, uma história; cada esquina, uma beldade
Oh! As ruas são longas e as pessoas, desconhecidas
Par de olhos que se voltam quando muito contemplados
E janelas te mandam sorrisos com perguntas respondidas.


Um rosto é memorizado e se torna tão comum
Depois que cruzo a avenida movimentada
Meus passos se reduzem esperando teu sorriso
Que me convida a bater papo sentado na calçada.

Somos um só

Não sei como isso aconteceu
Mas juro que estava passando na rua
E acabei me encontrando
Encolhido com frio e olhando pra Lua

E eu era tão diferente
Foi coisa de louco, cheguei a ficar assustado
Até então, eu não me conhecia
Faminto, sem teto e desgraçado.

domingo, 12 de junho de 2011

Sabe?


Sabe como é sentir-se sozinho
Cercado por uma multidão?
Sabe como é estar iluminado
Estando em meio à escuridão?

Não saber ficar perto de mim
Mesmo estando ao meu lado.
Não sabe o que é sentir fome
Porque está mais que saciado

Não sabe o que é estar sóbrio
Por estar mais que embriagado
Não sabe o que é sentir alegria
Por estar mais que amargurado

Não sabe o que é ser forte
Porque está  mais que flagelado
Mas sabe sim amar de novo
Mesmo com o coração despedaçado?

Dia dos Namorados

Dia dos namorados...


Não queria que tu me desses uma festa
Não precisa anunciar no rádio ou na televisão
Muito menos lotar de scraps o meu orkut
Ou me levar pra passear em um avião.

Não precisa me comprar o vinho mais caro
Não precisa gritar na rua
Não precisa me prometer: 
Viagens, ouro, um flat ou até a Lua

Quero me entregue um chaveiro (que seja)
Estar ao teu lado, sentir teu coração
E se eu te dou tanto carinho
O meu maior presente seria a tua retribuição.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Meio de fuga

-Para de dormir
-Não estou dormindo
-Como não?
  • -Só estou tentando fugir deste mundo que deprime.

Sabe quem sou eu?.

Pra que me importar?
Virei estereótipo.

Desabafo

Por mais triste ou odioso que eu esteja
Minhas lágrimas já não caem mais
Tornei-me tão insensível
Que nem a mim mesmo dou atenção
Meus olhos teriam secado?
Sinto que nunca mais vou chorar
Sendo assim, a mágoa fica toda acumulada
E eu fico cada vez mais pesado por dentro
O cansaço me abate todos os dias
Já não me movimento por mim mesmo
É tudo automático
Eu já não converso mais
Pois não só o assunto
Mas os amigos também são escassos
Sinto falta de alguém com quem possa passar grande parte do meu dia
Conversando que seja
A mais pura bobagem
Porque assuntos sérios já não me interessam
A estrada é longa
Mas caminho em meio a estranhos
Coração petrificado
Alma presa
Já não reconheço mais minha voz
De tão pouco uso que faço dela
Já não quero fazer mais ninguém rir
Pois só assim percebem o quão sério eu estou falando
Não adianta me perguntar se eu estou bem
Eu quero que você me faça bem
Já não adianta me perguntar se estou estressado
Faça-me ao menos uma vez fugir de tudo
Pode ser que volte tudo ao normal
Mas pelo menos não estive aqui por alguns instantes.