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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Aos meus heróis

Aos pequenos no mundo grande que, na verdade, foram grandes num mundo tão pequeno.
Para uns, foram licor.
Para outros, um veneno.
Cresceram pelo seu coração bravo
Outros, pelo coração sereno.

sábado, 17 de março de 2012

Alegria de Uma Enfermidade

Quem chega tão de repente
Enche-me de timidez, me faz rir
Com seu coração me desperta a inocência
E entre risos e sorrisos, me põe para dormir?

terça-feira, 6 de março de 2012

Eu & Luzia

Só Luzia sabia
Da noite passada
Na ausência do dia
Quando olhou na janela
E acreditou no que via
A rua era tão vaga
Mas a noite não era fria
Joguei a ela um sorriso
Ela entendeu o que via
Espero te encontrar novamente
Logo depois do fim do dia
Não sei se lembra meu nome
Mas ainda lembro de ti, Luzia!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

22 de fevereiro de 2012, 12:15

Era uma terra de cegos onde o rei era cego e algumas pessoas que tinham olhos eram simples servos.

domingo, 22 de janeiro de 2012

13:13

Nessa tua beleza, eu viajo
Oh! quanta graça e delicadeza
Guardada no alto da serra
Ibiapaba, abençoada sejas!

Reina e me conquista
Do teu canto e em todo canto
[ah! como quero]
Olhar nos teus olhos, ganhar teus abraços
Rir teu riso e chorar teu pranto!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Reencontro

 Eu lembro que eu andava com você pra todo lado
Hoje eu nem sei o que está fazendo agora
O tempo foi roendo o laço que nos prendia
Outros foram entrando em seu lugar
Por motivos e em tempos diferentes
De vez em quando, marcamos de nos encontrar
Mas nossos assuntos sempre estão muito distantes
Eu já nem sei que perguntas eu te faço
Nosso silêncio toma conta do ambiente
Perguntas bobas, respostas monossilábicas
Quanta novidade escondida por um “Por lá, tá tudo bem”
-E você tem novidades?
-Não, não. Por aqui, também não acontece muita coisa.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ideia maluca de século XXI

                  Hoje eu acordei pensando o que seria de mim: e se nada desse certo? Se você tivesse coragem, eu queria pegar na tua mão e correr pelo mundo: só nós dois nessa longa estrada. Se eu tivesse fome, ao menos, você estaria comigo e fome dos teus carinhos eu jamais iria sentir. As noites enluaradas seriam só nossas. A cada dia, estaríamos em uma cidade diferente, conhecendo pessoas diferentes e convivendo com diferentes costumes. Nossos corações estariam sempre juntos e meus lábios poderiam tocar os teus em todo e qualquer momento.
               Ideia maluca pra quem vive no século XXI, onde o que todos querem é terminar os estudos, ganhar dinheiro, ter uma vida confortável, um trabalho estável e longe de desafios. Até eu sonho com isso, mas minha cabeça é maluca o suficiente para ficar imaginando o que falei no primeiro parágrafo. Enquanto nada dá errado (e mesmo que dê), eu vou continuando a busca pela vida estável. Já que minha ideia maluca no século XXI não pode ser vivida agora, espero então pela próxima reencarnação, onde irei pegar tua mão e iremos correr pelo mundo.

Meu Deus, Nossos Deuses

Deus existe
Pra cada pessoa, 
 É de uma maneira diferente
Meu Deus não habita templos
Está lá fora banhando-se em uma cachoeira
Está zanzando por aí nas asas do vento
Ou repousando à sombra de uma árvore
Chora comigo quando estou abalado
E dá uma boa risada das minhas trapalhadas
Andamos pela rua juntinhos
Quando não o vejo, sinto-o tocando levemente meu braço
Vai apenas me acompanhando
Nas adversidades, me arranca um sorriso
Nas noites enluaradas, me manda um brilho
Emanado do Sol
Em noites escuras, piscadinhas em forma de estrelas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Adeus, mamãe!!!


Segurava nos olhos aquelas salgadas gotinhas. Ele estava partindo novamente e ela nada podia fazer para impedi-lo. Ela sentiu que esse abraço que ele acabara de dar era um abraço diferente que dizia muito mais que um adeus. Dizia estar agradecido por todos os cuidados, dizia que queria poder ficar um pouco mais e voltar a ser seu filhotinho. Dizia que não sentia vontade de voltar, queria ficar ali perto. Mas agora já era tarde. Ela não quis olhar pra trás. Ele ainda a procurou olhando através do vidro escuro da janela. Lágrimas dos seus olhos queriam deslizar pelo seu rosto, mas ele esqueceu que sua fonte já havia secado há muito tempo. E ela já não estava mais ali. Um longo período teria que passar para poder rever aqueles olhos verdes novamente.  

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carta ao Sr. Fantasma

           E se a saudade apertar, não saberei pra onde correr. Melhor nem pensar nisso. Penso em não deixar que a saudade jamais repouse em meu coração. Vivo o momento. O passado só volta se estou prestes a revê-lo. Desta maneira, meu coração não viverá tão acorrentado às lembranças.
         Hey, Sr. Fantasma, há quanto tempo não te vejo? Lembro da última vez em que te encontrei: tão magro, pálido e indiferente. Realmente, já não tocávamos a mesma música dentro da pequena sala. Nossos caminhos se distanciaram bem como nossos corações. Não há nada que possa fazer para que corramos juntos novamente pelo asfalto nas manhãs frias a vazias. Nada que recupere nossas tardes de loucuras na garupa de uma motocicleta ou as noites de sono retardado em casas alheias.
           Loucura eu dizer que não sei o que te fiz de tão mal assim para que me expulsasse de tua vida? Tu não diriges sequer uma palavra a mim. Fico perdido. Crio dentro de mim um ódio pela tua indiferença. Não correrei atrás de ti e sei que você também fará o mesmo. Tua morte não teve data em minha história. Creio que tenha sido juntamente com o desabrochar das flores do ipê. Mas a certeza não se concretiza.
           Anjo negro – é assim que tu chamas a si mesmo. Sabe lá o que tu escondes nessa tua escuridão. Teus olhos me assustam. Ficava na expectativa de não encará-los em alguma esquina. Medo da tua face. Talvez ressuscite em alguma curva da minha longa estrada. Só não sei se pretendes me atropelar ou  me oferecer carona.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Pedra

             Não entendo a razão de você ter feito isso. Nós somos tão iguais em certos preceitos, não custava nada tu teres guardado a pedrinha no teu bolso e limpar o sangue que ela derramou na tua face. Você trai minha confiança e a atira nos demais. A pedra tem a minha marca e outros saberão que eu sou o proprietário. Sei que minha pedra poderia te ferir. Por essa razão, não quis atirá-la em você, mas você foi insistir e ela veio direto na tua testa.  Não tente me exorcizar, convivo muito bem com meus demônios.
            Não tente me apontar um caminho, pois, meus pés caminham por si só. Por mais que a neblina não permita eu enxergar, meus pés continuam fazendo o caminho. Devolva minha pedra, já não quero mais atirá-la em ninguém. Não condene minhas atitudes com suas verdades, pois eu já tenho as minhas e elas já me martirizam o suficiente. Devolva minha pedra e esqueça que ela te feriu.. A marca vai ficar pra sempre em teu rosto. Faça o que fizer, continuarei a carregá-la escondida no labirinto oculto que trago dentro de mim. O teu silêncio e tua resignação me fariam muito bem nessa hora. Não insista, meus fantasmas me farão companhia.

sábado, 23 de julho de 2011

Entre luzes e papéis


Atrás da pilha de papel
Ele se esconde
Sonha com a grande cidade
Sonho em viver suas loucuras
Suas noites cheias de som e luz
As luzes o chamam
E ele as deseja
Nada pode trazê-las no momento
Enquanto isso
Ele cuida de sua pilha de papel


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Perdi a minha vez...

Você cresceu e como cresceu. 
Sinto-me até meio estranho por ter te deixado.
Arrependimento?
Pode ser. 
Ao te ver tão bela e deslumbrante.
Que tentação
Ao te ver já acompanhada.
Quantos ciúmes e quanta decepção.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sonhos e curvas...

Curvas sinuosas
Transferidas para a folha branca
Imagens de um sonho
Que precisa ser ou que já foi vivido
Arrepio só de pensar..

segunda-feira, 11 de julho de 2011

091...

Feitos dois cúmplices
somos eu e você
me fale de seus problemas
mas dos meus você nunca irá saber

Incompreensíveis olhos

Olhos pesados
Vozes me contam uma história
Por mais que eu te ouça, eu já não te entendo
Teus fantasmas passeiam à minha frente
Flashes de memórias de uma mente que adormece
Não grite comigo
Pois já não quero despertar
Deixe-me quieto no meu canto
Que eu despenco de repente
Mas não paro de cair
Eu te vejo.
Estão despertos, mas não te enxergam.

21:21

Sou imortal, pois permaneço vivo no teu peito.
Não há nada que possa me destruir.
Sou tão completo, tão perfeito
O fogo já não queima minha carne 
Pois ela foi incendiada por teu desejo.
Devorada por teus lábios no calor do teu beijo
Lábios úmidos e calientes a passear pelo meu corpo.
Oh! Anjo que me condena.
Não quero muito.Só mais um pouco.
Acorrenta-me e me deixa louco.
Não posso viver eternamente.
Sem sentir meu corpo em teu corpo quente.
Acalenta a minha alma que grita deseperadamente.
Gritos desvairados e impotentes.
Amaldiçoada pela boca das serpentes.

Oh! Dai-me a mais duas primaveras
Que eu te alcanço na corrida.
Pouco atrás assim, deveras,
Vida louca,  rápida e breve, louca vida.

Retratos

Ela, eu nunca vi. Ela me conhece apenas por retratos.
Encontrei fotografias dela, porém eram imagens em preto e branco.
Meus olhos a enxergam colorida.

                                                 Março de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Garota de Barbacena

Olha que coisa mais linda
Vem tomando cachaça
É ela, a Betinha!!!
Que vem , que passa,
Num doce balanço
A caminho do bar

Moça do corpo delgado
Natural de Barbacena
O seu rebolado
É bem mais que um poema
É a coisa mais tchub
Que eu já vi passar !!!


(*) Paródia da música "Garota de Ipanema"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carência

Não preciso nem dizer
De tão feliz eu me sinto ao teu lado
A me esperar com um sorrisinho
Morrendo de frio em meio à praça
Olhos tão claros e inocentes
Mãozinhas pequenas e delicadas
Risinho suave que me envenena
Verdadeira boneca
Queria tanto cuidar de ti...
Mas parece que sou eu quem precisa de mais cuidados.