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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Insuficientes

Raso demais pra mergulhar. Pouco demais pra acrescentar. Não enche, não transborda.
É nó demais pra pouca corda.

Tão clichê, cheio de previsão
Com corpo palco de exibição
Tão passageiro e o tempo leva
E, assim, evapora depois que neva.






terça-feira, 31 de julho de 2012

20:20

Quanto mais eu te tenho
Mais eu te desejo
Mais saudades eu sinto
Mais preso me sinto a você.

terça-feira, 24 de julho de 2012

14:14


Deixei me levar pelo sabor do limão
Fresco sabor de canela eu tinha
Creme frio com massa quente
Doces sabores na boca minha

Fuga de tiros sobre mim
Sombras que me cobriam
Estreito caminho na embriaguez
Sobre trilhos que iam e vinham

Morrendo a cidade de frio
Senti calor, calor e mais nada
Uma música e uma luz da janela
Tudo se foi com a madrugada.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Adeus, Dezoito Anos


Quanta demora!
Foram tantos vales e tantos picos
Tanta preocupação!
Ai, quanta preocupação!
E o que houve comigo?
A Terra fez mais uma volta
E a minha vida deu mais que uma volta,
Foi uma reviravolta!
E os dezoito anos já vão sendo acrescidos de mais um.
Quantos momentos, quantas pessoas,
Quantos sorrisos, quanta tristeza
Meus olhos se abriram
Muitos corações se fecharam
Muitos me acolheram
Meus olhos foram enganados

Torturados, feridos
Até pelo brilho do Sol

Foram atacados
Quem abandona um dia
No outro, é abandonado
Segredos de hoje
Outrora serão revelados
Um futuro que se desmonta
E logo precisa ser repensado
Para ser novamente montado
Tantas interrogações na cabeça
Desfazê-las está sob meu cuidado
São coisas da vida
Com isso, nem sei se descontento
Nem vou me dar o trabalho
De nadar contra a correnteza do tempo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sexta-Feira, Garrafas e Um Novo Dia

Sentem-se todos à mesa
Bebam e riam o quanto puder
O momento é esse
Hoje é sexta-feira
E nada mais se espera de um dia como este
Amanhã é um novo dia
Pare de se preocupar com os olhares alheios
O louco está logo atrás
Não para de olhar de olhar pra mim
A garrafa gira, gira
Não haverão consequências
Não hoje
Então, gira garrafa, gira
A noite apronta para o dia
O coração sofre pela falsidade dos outros
Então, gira garrafa, gira
A traição se disfarça ao receber um desabafo
Risos e espanto se propagam nos vizinhos
Pontos serão acrescentados
Filme que ao público nunca aconteceu
A postura solicitada não é cumprida
A preocupação reina apenas no meu coração
Haverá mudado
Tudo na manhã seguinte
Não acordarei
Serei acordado
Duas sagas da minha vida:
Aquelas que vivi e as que ainda estão por vir.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

...Lembranças


Não sai da minha lembrança
Basta que eu feche os olhos
E retorne às cenas de “pseudo” camera lenta.
Magnifica!
Efeitos especiais
A cidade é vista dormindo da varanda
Saídos de suas tocas
Vivem sua madrugada
A Lua não para de sorrir
Jogam e lançam seus cabelos
“Estou à beira da glória”
Vá e se jogue contra a parede
Sinta o gosto do cimento
Disfarçado, o vício do cigarro
Se for expelir fumaça
Desapareço
E só retorno quando as luzes se acenderem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Surpresas

Foi uma surpresa ter te encontrado
Outra surpresa tu ter me perguntado
Mais uma surpresa, a gente ter conversado
Surpresa pra ti, eu ter te ligado
Surpresa pra mim, ao ter te vasculhado
Tu ficaste surpreso, foi por acaso?
Eu digo que não, foi tudo premeditado
Preciso só confirmar, e já tá confirmado
Surpreso? eu fugi antes de ser atacado
Surpresa pra  mim, tu ter viajado
Onde tu estás, que não deixa recado.
Silêncio total, dois corpos deitados.
Aparelho de TV que reclama será desligado.
Pego de surpresa, mas o rádio é quem grita.
Aqui, quarto escuro: lá fora, céu apagado.

Entre esquinas...

Tenho certas manias de andar pelas ruas
E lá do alto contemplar as luzes da cidade
Só o vento me acompanha nesta aventura
Momentos independentes, manias da idade?


Cada praça, uma história; cada esquina, uma beldade
Oh! As ruas são longas e as pessoas, desconhecidas
Par de olhos que se voltam quando muito contemplados
E janelas te mandam sorrisos com perguntas respondidas.


Um rosto é memorizado e se torna tão comum
Depois que cruzo a avenida movimentada
Meus passos se reduzem esperando teu sorriso
Que me convida a bater papo sentado na calçada.