Quem chega tão de repente
Enche-me de timidez, me faz rir
Com seu coração me desperta a inocência
E entre risos e sorrisos, me põe para dormir?
E todos os dias eu me pergunto se eu sou eu mesmo e se eu sou sempre assim - tão eterno e tão confuso. Nada mais me interessa senão viver essa eternidade. Meus dias nunca são vagos, por mais que eu diga o contrário...há sempre um presente guardado em um pacotinhos de segundos.
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sábado, 17 de março de 2012
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Fim do “Não vai me esquecer”
Não quero olhar mais no teus olhos. Eu tremo diante do teu olhar de reprovação. Vivemos (quase) tudo que tínhamos pra viver juntos. Pobre sonho que foi por água abaixo. Sei que podia ser diferente. A decisão foi minha (e sempre foi), então, não quero voltar atrás. Viro o rosto pra não ser atingido pelas tuas atitudes. Mas minha boca é curiosa e não para de perguntar, minha mente é engenhosa e não para de imaginar. Para de olhar pra mim. Foi-se o tempo em que fomos um só. Foi-se o tempo que em que existia algo entre nós.
A primavera não foi feita para nós dois. Preocupe-se apenas em beber o teu copo, porque tudo o quero é beber meu “guaraná”. Os poemas não serão rasgados porque minha alma (ou parte dela) vive dentro deles, em cada palavra. Não sou mais teu anjo, sou apenas uma fotografia no teu álbum, sou só mais uma lembrança da juventude. Foi bom enquanto durou, mas agora você não passa de versos dentro da minha gaveta.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Perdi a minha vez...
Você cresceu e como cresceu.
Sinto-me até meio estranho por ter te deixado.
Arrependimento?
Pode ser.
Ao te ver tão bela e deslumbrante.
Que tentação
Ao te ver já acompanhada.
Quantos ciúmes e quanta decepção.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Retratos
Ela, eu nunca vi. Ela me conhece apenas por retratos.
Encontrei fotografias dela, porém eram imagens em preto e branco.
Meus olhos a enxergam colorida.
Março de 2011
Encontrei fotografias dela, porém eram imagens em preto e branco.
Meus olhos a enxergam colorida.
Março de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Carência
Não preciso nem dizer
De tão feliz eu me sinto ao teu lado
A me esperar com um sorrisinho
Morrendo de frio em meio à praça
Olhos tão claros e inocentes
Mãozinhas pequenas e delicadas
Risinho suave que me envenena
Verdadeira boneca
Queria tanto cuidar de ti...
Mas parece que sou eu quem precisa de mais cuidados.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Viver a vida é o que mais quero
Viver a vida é o que mais quero
Quero viver um grande amor
Mesmo que por pouco tempo
Sair contigo
E andar pelas ruas
Abraçados
Juntinhos
Corpos colados.
Acordar ao teu lado e sentir teu abraço
Te levar comigo por este mundo afora
Banho de cachoeira
Cinema na sexta-feira
Um pouco de vinho em cada taça
Quero deitar contigo na grama
Ouvir você dizer que me ama
Ser só teu neste fim de semana.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Lembro-me bem...
Lembro-me bem da primeira vez que eu te vi. Tão linda a espreitar, mesmo não sendo tua intenção de me capturar em sua rede. Eu, concentrado em meu trabalho, mas seu sorriso provocava o meu sorriso, tirava-me a atenção. Isso aconteceu pelo menos umas duas vezes. Certo dia, por volta das 21h, nossos lábios se encontraram num beijo profundo e apaixonado em frente ao colégio. Pessoas passavam por nós, enquanto isso nossas almas se encontravam naquele primeiro tocar de lábios. Cenas de filme? Não, doce vida real! Peguei sua mão e te levei à praça. Por mais alguns minutos, permanecemos juntos até meu ônibus partir. Nunca mais cheguei a vê-la. Nossas vidas foram separadas pelo destino. Deixei pra trás minha terra querida e fui em busca do meu futuro numa terra desconhecida. Quando retornei, seis meses haviam se passado, e, na noite do dia 22 de julho, eu te reencontro perdida na multidão.Tão linda e bela no auge de suas 15 primaveras. Lábios de morango, lembro-me bem. Beijos abençoados por São Benedito em meio á Praça do Centenário ao som do relógio da Enorme coluna. A Enorme Coluna acusou 1h da manhã, quando me disse que irias partir e sussurrando ao meu pé d'ouvido: "Não vai me esquecer."
Agosto, setembro, outubro se passaram. Quinta-feira, 25 de novembro, encontro-te novamente. Deusa loura de olhos castanhos de pele branca e macia veio celebrar comigo o aniversário do município. Por mais que as ruas gritassem, tua voz era a única música a soar em meus ouvidos. Por mais luzes e faróis que se acendessem à nossa volta, somente o teu sorriso e o brilho de teus olhos resplandeciam em minha face. Corações atados por toda a eternidade. A Ibiapaba congela nas madrugadas. Quem disse que sinto frio quando estou ao teu lado? Teu coração é uma bomba que não permite o sopro da serra resfriar meu corpo.
Por mais vezes, eu te encontro nas noites sambeneditenses. Por fim, volto a ficar confinado entre montanhas e o céu de anil. Tão longe de casa e do meu amor. Tua saudade se materializa em mensagens de celular. Vozes sem rosto e sem lábios visíveis pra que eu possa tocá-los se manifestam em meu celular. Lábios de morango, olhos castanhos, pele macia e cabelos loiros e longos espero encontrá-los novamente na segunda quinzena de julho. Estaremos juntos banhados por uma cachoeira, mergulhados num paraíso perdido nas fronteiras da Terra dos Verdes Mares.
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