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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Domingo


Hoje fui eu quem acordou o Sol
Que ainda se esconde ao meio-dia
Cruzei ruas e avenidas, subi montes
Fiz do meu domingo poesia.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Versos de tédio e preguiça


Estou a olhar pela janela

Cheio de tédio, o mundo lá fora
Tanto pássaro que no céu voa
Tanta ideia que na cabeça aflora

Meus olhos já não veem nada no livro
E meus dedos criam palavras numa linha
Fui olhando a cidade pela janela
Parei pela cidade que nem é minha.

Calor e preguiça me invade
Cansaço que vem de onde não há
Olhos cessam o passeio no livro
E na janela vão passear.

terça-feira, 24 de julho de 2012

14:14


Deixei me levar pelo sabor do limão
Fresco sabor de canela eu tinha
Creme frio com massa quente
Doces sabores na boca minha

Fuga de tiros sobre mim
Sombras que me cobriam
Estreito caminho na embriaguez
Sobre trilhos que iam e vinham

Morrendo a cidade de frio
Senti calor, calor e mais nada
Uma música e uma luz da janela
Tudo se foi com a madrugada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao Vento

Correndo contra o Vento 
Não pude deixar de mirar 
Uma lua tão prata 
Numa atmosfera tão vaga 
Atrás de árvores tão altas 
De galhos tão delicados 
Com folhas tão leves que corriam comigo. 
Ao deixar o Vento me levar 
Nem acredito que vi 
Um Sol tão vermelho 
De um vermelho tão vivo 
Num céu tão doce 
De horizonte tão cálido 
Num dia tão frio 
Que me dizia adeus.

sábado, 17 de março de 2012

Alegria de Uma Enfermidade

Quem chega tão de repente
Enche-me de timidez, me faz rir
Com seu coração me desperta a inocência
E entre risos e sorrisos, me põe para dormir?

terça-feira, 6 de março de 2012

Eu & Luzia

Só Luzia sabia
Da noite passada
Na ausência do dia
Quando olhou na janela
E acreditou no que via
A rua era tão vaga
Mas a noite não era fria
Joguei a ela um sorriso
Ela entendeu o que via
Espero te encontrar novamente
Logo depois do fim do dia
Não sei se lembra meu nome
Mas ainda lembro de ti, Luzia!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Trauma


O dia estava lindo demais para morrer
Era noite, eu estava bem
A luz chegou, me vi morto
O Rei Sol não chegou a tempo de impedir
Que a violência abocanhasse meu coração - talvez bom, bobo e ingênuo
Arrancou as lágrimas que a saudade tinha me tirado um dia
As piores coisas acontecem em poucos minutos
A eternidade reina nos poucos minutos
Não senti dor
Não no momento
Chegou com o abrir dos olhos
Olho enegrecido, marca do que se passou
E como um enorme bloco de pedra
A dor veio contra mim
Invadiu meu corpo
Juntamente com o ar
Que, outrora, fora interrompido
A dor materialista tomou conta de mim
Juntamente com a dor física
Arrastando pelas ruas
Olhos de pena e que não podiam ajudar
Foram as únicas testemunhas
O Senhor Deus também viu aquilo
Disse que eu poderia estar morto
Estando morto, estaria em um lugar melhor?

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sem Domingo

Eu, simplesmente, deixei de existir no domingo
Acordei quando o sol já estava indo
E a lua, se fosse cheia
Do outro lado, ressurgindo
Fiquei sem manhã
Fiquei sem tarde
Fiquei sem dia
Nos sonhos embaixo do lençol
Nada mais que sonhos
Doce e bela fantasia
Despertei e vi que a chuva estava vindo
Perdi a chance de viver
Perdi a chance de existir
Num belo dia de domingo 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Reencontro

 Eu lembro que eu andava com você pra todo lado
Hoje eu nem sei o que está fazendo agora
O tempo foi roendo o laço que nos prendia
Outros foram entrando em seu lugar
Por motivos e em tempos diferentes
De vez em quando, marcamos de nos encontrar
Mas nossos assuntos sempre estão muito distantes
Eu já nem sei que perguntas eu te faço
Nosso silêncio toma conta do ambiente
Perguntas bobas, respostas monossilábicas
Quanta novidade escondida por um “Por lá, tá tudo bem”
-E você tem novidades?
-Não, não. Por aqui, também não acontece muita coisa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Hoje


          O hoje é sempre um dia diferente. Diferente por te fazer feliz, diferente porque te abalou, diferente porque foi especial, diferente por ser dia de festa, diferente, enfim , por qualquer coisa, qualquer detalhe que o distingua dos demais. Reclamamos pelos nossos dias tediosos ou perturbadores simplesmente porque eles foram diferentes. Diferentes por nos ter trazido coisas ruins.
          Hoje, 23 de setembro, primeiro dia da primavera, desde cedo senti uma energia diferente no ar. Manhã linda e ensolarada, coração em paz e despreocupado. Abro um sorriso e mostro pro mundo o quão intensa é essa minha vontade de viver. Fragmentos de satélites estão caindo do céu, se eu fosse o felizardo a ser atingido por um queria, ao menos, ter a certeza de que minha vida foi uma boa história de ser vivida, cheia de bons e maus momentos que dariam um bom filme pra ser assistido e derramar lágrimas durante sua exibição.
            É primavera e ainda não lembro de ter visto flores. Sim, gosto de flores, amo as flores. Não importo com o que digam pelo fato de eu amá-las. Adoro sentir seu cheiro e admirar suas cores e formas. Falta pouco para o Sol se por. Ele colorirá o horizonte com seu resplandescente alaranjando. Abençoando de longe a todos aqueles que dedicarem alguns minutos para despedir-se dele atrás dos morros barbacenenses. E eu serei um deles.
           Posso sim dizer que hoje foi especial. Não lembro de ter vivido nenhum dia igual a esse. Certo de que também não viverei nada igual ao que vivi hoje – todas as conversas, sorrisos, gestos, mágoas, atos e sensações. Eis o motivo de ser tão especial. Foi tão único e foi hoje.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sexta-Feira, Garrafas e Um Novo Dia

Sentem-se todos à mesa
Bebam e riam o quanto puder
O momento é esse
Hoje é sexta-feira
E nada mais se espera de um dia como este
Amanhã é um novo dia
Pare de se preocupar com os olhares alheios
O louco está logo atrás
Não para de olhar de olhar pra mim
A garrafa gira, gira
Não haverão consequências
Não hoje
Então, gira garrafa, gira
A noite apronta para o dia
O coração sofre pela falsidade dos outros
Então, gira garrafa, gira
A traição se disfarça ao receber um desabafo
Risos e espanto se propagam nos vizinhos
Pontos serão acrescentados
Filme que ao público nunca aconteceu
A postura solicitada não é cumprida
A preocupação reina apenas no meu coração
Haverá mudado
Tudo na manhã seguinte
Não acordarei
Serei acordado
Duas sagas da minha vida:
Aquelas que vivi e as que ainda estão por vir.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

...Lembranças


Não sai da minha lembrança
Basta que eu feche os olhos
E retorne às cenas de “pseudo” camera lenta.
Magnifica!
Efeitos especiais
A cidade é vista dormindo da varanda
Saídos de suas tocas
Vivem sua madrugada
A Lua não para de sorrir
Jogam e lançam seus cabelos
“Estou à beira da glória”
Vá e se jogue contra a parede
Sinta o gosto do cimento
Disfarçado, o vício do cigarro
Se for expelir fumaça
Desapareço
E só retorno quando as luzes se acenderem.

Desamparado

Senti-me torto
Com aquele olhar ameaçador
E aquela boca pronunciando verdades
Verdadeira lua minguante, meu corpo se tornou
Sentia-me puxado pra esquerda
Era vontade de sumir
As pernas tremiam
Desamparado na hierarquia
Mas não fiz mal a ninguém
Vale uma mentirinha?

Great Mother Said To Me


 Today
When I was met my Great Mother
She told me That I'm Happy
She said: Hey, son! Jump, Jump, Jump
Look at your Brothers
The Sun is shining in your face
Then, jump, jump, jump
The Moon is smiling to you
Then , Jump, jump, jump
I Know you are crazy son
But you can't stopping jump
Jump 'cause you are crazy
Jump 'cause you are happy
I know it
And You , my son,
You don't know be sad
You always are happy
Then jump, jump and jump
You don't have problems
then Jump, jump and jump
You just have love
And love always will be with you
Then jump, jump and jump
You never will be alone
You'll be a forever young
Anything can't kill you
The blue sky belong to you
You can fly
Celebrate and live your life
'cause you're happy
I know it
All the waterfalls are calling you
They are singing to you
'cause they love you
And you love them too
I Know it
And I like it
and Now
I, your Great Mother
I let you leave
But I always will be near you
Come always see me
I'll be waiting for you
And You Know where you can see me again.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carta ao Sr. Fantasma

           E se a saudade apertar, não saberei pra onde correr. Melhor nem pensar nisso. Penso em não deixar que a saudade jamais repouse em meu coração. Vivo o momento. O passado só volta se estou prestes a revê-lo. Desta maneira, meu coração não viverá tão acorrentado às lembranças.
         Hey, Sr. Fantasma, há quanto tempo não te vejo? Lembro da última vez em que te encontrei: tão magro, pálido e indiferente. Realmente, já não tocávamos a mesma música dentro da pequena sala. Nossos caminhos se distanciaram bem como nossos corações. Não há nada que possa fazer para que corramos juntos novamente pelo asfalto nas manhãs frias a vazias. Nada que recupere nossas tardes de loucuras na garupa de uma motocicleta ou as noites de sono retardado em casas alheias.
           Loucura eu dizer que não sei o que te fiz de tão mal assim para que me expulsasse de tua vida? Tu não diriges sequer uma palavra a mim. Fico perdido. Crio dentro de mim um ódio pela tua indiferença. Não correrei atrás de ti e sei que você também fará o mesmo. Tua morte não teve data em minha história. Creio que tenha sido juntamente com o desabrochar das flores do ipê. Mas a certeza não se concretiza.
           Anjo negro – é assim que tu chamas a si mesmo. Sabe lá o que tu escondes nessa tua escuridão. Teus olhos me assustam. Ficava na expectativa de não encará-los em alguma esquina. Medo da tua face. Talvez ressuscite em alguma curva da minha longa estrada. Só não sei se pretendes me atropelar ou  me oferecer carona.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Pedra

             Não entendo a razão de você ter feito isso. Nós somos tão iguais em certos preceitos, não custava nada tu teres guardado a pedrinha no teu bolso e limpar o sangue que ela derramou na tua face. Você trai minha confiança e a atira nos demais. A pedra tem a minha marca e outros saberão que eu sou o proprietário. Sei que minha pedra poderia te ferir. Por essa razão, não quis atirá-la em você, mas você foi insistir e ela veio direto na tua testa.  Não tente me exorcizar, convivo muito bem com meus demônios.
            Não tente me apontar um caminho, pois, meus pés caminham por si só. Por mais que a neblina não permita eu enxergar, meus pés continuam fazendo o caminho. Devolva minha pedra, já não quero mais atirá-la em ninguém. Não condene minhas atitudes com suas verdades, pois eu já tenho as minhas e elas já me martirizam o suficiente. Devolva minha pedra e esqueça que ela te feriu.. A marca vai ficar pra sempre em teu rosto. Faça o que fizer, continuarei a carregá-la escondida no labirinto oculto que trago dentro de mim. O teu silêncio e tua resignação me fariam muito bem nessa hora. Não insista, meus fantasmas me farão companhia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Luzes

         Hey, meu Senhor. O brilho dos Teus olhos me deixa cego mesmo estando no meu esconderijo. É por isso que me escondo nas trevas. Suporto apenas o reflexo desse brilho durante  a noite pois sua magia torna minhas noites especiais. Eu desejo as nuvens porque elas me fazem bem. Eu faço desenhos com elas e elas não param de dizer que meu dia pode ser perfeito. Quando me ergui das profundezas e vi os Teus olhos. Percebi que eles estavam indo embora e eles já não machucavam mais os meus. Eu vi uma ponte de luz antes de mergulhar. Ela tinha se desfeito quando retornei. Não posso caminhar nela. Afinal, ninguém pode. Não quero ir embora sem a Tua benção. Quero a promessa do retorno, por isso, molho minha cabeça.

Fim do “Não vai me esquecer”

      Não quero olhar mais no teus olhos.  Eu tremo diante do teu olhar de reprovação. Vivemos (quase) tudo que tínhamos pra viver juntos. Pobre sonho que foi por água abaixo. Sei que podia ser diferente. A decisão foi minha (e sempre foi), então, não quero voltar atrás. Viro o rosto pra não ser atingido pelas tuas atitudes. Mas minha boca é curiosa e não para de perguntar, minha mente é engenhosa  e não para de imaginar. Para de olhar pra mim. Foi-se o tempo em que fomos um só. Foi-se o tempo que em que existia algo entre nós.
     A primavera não foi feita para nós dois. Preocupe-se apenas em beber o teu copo, porque tudo o quero é beber meu “guaraná”. Os poemas não serão rasgados porque minha alma (ou parte dela) vive dentro deles, em cada palavra. Não sou mais teu anjo, sou apenas uma fotografia no teu álbum, sou só mais uma lembrança da juventude. Foi bom enquanto durou, mas agora você não passa de versos dentro da minha gaveta.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Consequência

Não me deixe só
que eu procuro quem quer me encontrar
que eu tomo todas de bar em bar
que eu vou pra onde ninguém possa me encontrar
ruas largas para meus pés caminhar
passadas tranquilas procurando um olhar
palavras bonitas pra me encantar
não conheço, mas quer me ganhar
não sabe quem sou e nunca saberá
as frações existem pra te enganar
o sol no meu rosto a me iluminar
águas caídas a me açoitar
sensação natural de me congelar
te quero, te espero, vem me pegar.